Empresários que, pelos mais diversos motivos, entendem que devem possuir zoológicos, continuam fazendo milhares de vítimas entre indefesos animais.
E como esses casos estão se tornando frequentes, sempre acompanhados por suas peculiaridades regionais, ou seja, com menos ou mais agravantes ao que já seria inadmissível.
No caso do zôo do Cattini-Tur Park Hotel , na cidade de Salete, a consequência foi grave pelo fato dos proprietários terem abandonado os animais, a partir do embargo do Ibama. Um dos tigres não resistiu e veio a óbito, mesmo com a presença das entidades requisitadas pelo Ibama, a ong Rancho dos Gnomos e o Zoológico de SP.

Tigre de Bengala que não suportou o estado de desnutrição - Vítima
INTERDIÇÃO
Instalado em uma área de 83 mil metros quadrados da pequena Salete, o zoo do Cattoni-tur Park Hotel foi fechado pelo Ibama em dezembro, após a fuga de um elefante. Ao vistoriarem o zoo, os fiscais constataram irregularidades, como falta de espaços adequados para os animais e problemas de segurança e nos registros.
O zoo funcionava desde 2007. Nesse período, o empresário Azodir Cattoni passou a acumular legalmente uma enorme quantidade de animais. No auge, o local chegou a ter seis tigres, cinco leões, três elefantes, quatro hipopótamos e centenas de aves. A quantidade de algumas espécies superava a do Zoológico de São Paulo.
"Eles vinham de apreensões ou foram abandonados por circos. O dono se candidatava como fiel depositário e os levava", disse a analista do Ibama Heleine Franco.
Azodir Cattoni, cujos bens foram bloqueados pela Justiça, decidiu fechar o zoo e começou a doar os animais. Em dezembro, porém, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) interditou o local. Foi então que os animais começaram a ser gradualmente abandonados.
Em março, quando a equipe do Ibama voltou ao local, encontrou o zoológico e os animais em situação deplorável. Desde então, voluntários e a ONG Associação Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, em Cotia (SP), vêm tentando ajudar a converter a situação, reabilitando os animais. O trabalho foi bem-sucedido. Recuperados, muitos foram doados e outros ainda serão. É o caso do casal de elefantes, tratado há mais de 30 dias por uma equipe do zoológico de São Paulo para onde serão levados assim que estiverem em condições. Por outro lado, há diversos animais ainda sem um abrigo definido, como bandos de macacos-prego e bugios.
Sem o apelo e o apoio de parceiros, teria sido impossível para a equipe do Rancho dos Gnomos trabalhar no local. Desde a segunda quinzena de março, quando foram acionados pelo Ibama, a associação mantém um grupo na cidade.
“Chegamos com um grupo de dez pessoas, com veterinários, biólogos e anestesista, e encontramos os animais apáticos, doentes. A situação era deplorável em termos de limpeza e falta de higiene”, diz Silvia Pompeu, cofundadora da associação. Imediatamente os animais passaram a receber atendimento veterinário enquanto os voluntários faziam um mutirão no local.
Além da fome e da desnutrição, havia animais amedrontados e deprimidos. Os felinos logo chamaram a atenção. “O que mais doeu foi o estado em que estava um dos tigres-de-bengala. O problema de nutrição era visível", explica Silvia. O animal passou por exames, porém não resistiu. “Outro tigre, irmão do que veio a óbito, aparentemente estava bem, mas constatamos que ele estava depressivo”, completa.
O animal segue em tratamento. Duas onças pardas foram levadas por um zoológico, que normalmente se interessa pelos animais mais raros, mas o filhote de uma delas foi deixado para trás. Assim que o encontraram, ele foi encaminhado para o santuário do Rancho dos Gnomos, em São Paulo.
Todo esse esforço, é claro, tem o seu custo. A associação mantém equipes revezando-se no local, e é responsável por comprar alimentos e pela medicação dos animais, além da limpeza e de todo o manejo do zoológico. “Independente dos animais irem ou não para o rancho nós damos suporte. Recebemos pedidos do Brasil inteiro, mas não conseguimos fazer nada sozinhos, por isso contamos com as parcerias”, diz Silvia.
Últimos três animais são retirados do Zoológico de Salete, no Alto Vale
Em 05/05/2012, durante todo o sábado, funcionários da ONG Rancho dos Gnomos, auxiliados pelo Ibama, estiveram retirando os últimos três felinos do Zoológico de Salete, no Alto Vale do Itajaí. Um tigre e um leão foram sedados e transportadores para uma carretinha. Uma onça pintada — única fêmea — não foi sedada. Os funcionários estão usando outra estratégia: estão tentando atraí-la para a uma caixa com comida. Diante disso, ainda não há previsão de que horas os animais vão deixar a cidade em direção à São Paulo, sede da ONG.
Estima-se que, a partir da saída, o percurso tenha duração de dois dias, com uma parada em Curitiba (PR).
Parabenizamos a empresa Porto Seguro, parceira do rancho dos Gnomos, cujo link sobre a difícil tarefa , divulgamos:
Porto Seguro -resgate felinos

Fotos do resgate- verdadeira operação de guerra

Detalhes resgate da onça pintada
Vejam mais na página oficial do Rancho dos Gnomos no Facebook:
https://www.facebook.com/#!/photo.php?fbid=385021844872993&set=a.385017764873401.80132.164345816940598&type=3&theater
A reação do proprietário é a mesma de sempre: vítima do Ibama!
| Dono do zoológico de Salete: O Ibama quer denegrir a imagem da Cattoni Tur |
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Após várias acusações de maus tratos à animais feitos contra o Zoológico Cattoni Tur em Salete, o proprietario do estabelecimento, sr. Azodir Cattoni, concedeu entrevista à RBA TV nessa sexta-feira, se defendendo das acusações.
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Segundo Cattoni, "É lógico que nós recebemos pela mídia toda essa avalanche de denúncia contra nós que na verdade não é assim como foi explicado pela mídia, ou pelo IBAMA. Em primeiro lugar, eu fui obrigado há três anos atrás, pegar vários animais do circo de Itajaí, onde o Ibama apreendeu os animais.
Às 11h da noite, o chefe do Ibama, Hélio, ligou na minha casa e disse:
- O Senhor tem que pegar 6 animais, urgente. Aí eu expliquei, pro Hélio:
- Nós não temos espaço e que todos os nossos recintos estão ocupados.
Ele disse: - Cattoni você é o único com possibilidades de pegar esse animais.
- Eu não sei a procedência, se são ou não doentes.
No final ele me disse: - Por favor, pega por um tempo e coloca na maternidade.
Isso é proibido pela Lei do Ibama. O Ibama não permite mais de dois animais por recinto. Mas no final, por pressão do Ibama, que eu peguei os animais por 30 dias e coloquei na maternidade.
Passaram 30 dias, eles pediram 60. Passaram 60, eles pediram 90. No final veio uma carta do Ibama dizendo que nós deveríamos ficar com os animais.
Veja a pressão e a contradição que o Ibama está fazendo. E essas tigresas que vieram, duas delas morreram depois de 3 anos sob nossos cuidados. Eu respeito o Ibama, tenho o maior carinho pelo Ibama, mas o Ibama tem que tomar cuidado quando faz uma divulgação incorreta.
A TV local, as rádios e os jornais só mostraram a tigresa doente e o leão com HIV. Os 90 lindos animais, lindos e gordos, não mostraram. O que eles queriam? Denegrir a imagem da Cattoni Tur.
Porque o Ibama mandou toda a minha família e os meus funcionários a calarem a boca e não dar entrevista pros jornais? Porque isso do Ibama?
E segundo ponto, o crucial, a Carla e mais duas elefantas, nós recebemos de Brasília. O meu irmão, morreu vindo pra Santa Catarina cuidar dos animais. Imagina o estado da nossa família em Santa Catarina. Oito dias depois, fugiu a elefanta. Isso foi o ponto crucial pro Ibama lacrar o nosso zoológico.
Olha no mundo todo, quantos animais fugiram e mataram gente! Essa elefanta foi tirada por alguém que entendia de comandos de elefantes. O cara foi até o recinto porque o meu cunhado viu dois senhores, alguns dias antes perto do recinto das elefantas. E desligaram a energia... Eu tenho certeza que a inveja, a raiva e o ódio de algumas pessoas, levaram a fazer isso" finalizou Cattoni.
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fonte: http://www.educadora.am.br/noticia/8558/Dono-do-zoologico-de-Salete:-O-Ibama-quer-denegrir-a-imagem-da-Cattoni-Tur
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